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INTRODUÇÃO À METAFÍSICA

GA40: physis

A Questão Fundamental da Metafísica

quinta-feira 29 de junho de 2017

        

Carneiro Leão

No tempo   do primeiro e decisivo desabrochar da filosofia   ocidental entre   os gregos, por quem a investigação do ente   como tal na totalidade   teve seu verdadeiro Princípio, chamava-se o ente de physis  . Essa palavra   fundamental, com que os gregos designavam o ente, costuma-se traduzir com "natureza  ". Usa-se a tradução latina, “natura”, que propriamente significa "nascer", "nascimento  ". Todavia já com essa simples tradução latina se distorceu o conteúdo originário da palavra grega, physis; destruiu-se a força evocativa, propriamente, filosófica da palavra grega. [...]

[...] O que diz então a palavra physis? Evoca o que sai ou brota de dentro de si mesmo   (por exemplo, o brotar de uma rosa), o desabrochar, que se abre, o que nesse despregar-se se manifesta e nele se retém e permanece; em   síntese, o vigor   dominante (Walten  ) daquilo, que brota e permanece. Lexicamente "phyein" significa crescer, fazer crescer. Todavia, o que quer dizer   crescer? Significar  á porventura apenas in-cremento quantitativo, aumentar de quantidade e tornar-se maior?

A physis, entendida, como sair e brotar, pode-se experimentá-la em toda parte, assim por exemplo, nos fenômenos celestes (nascer do sol  ), nas ondas do mar, no, crescimento das plantas, no nascimento dos animais e dos homens do seio materno. Entretanto, physis, o vigor dominante, que brota, não se identifica com esses fenômenos, que ainda hoje consideramos pertencentes à "natureza". Tal sair e suster-se fora de si e em si   mesmo (Dieses Aufgehen   und In-sich-aus-sich-Hinausstehen) não se deve tomar por um fenômeno qualquer, que entre outros observamos no ente. A physis é o Ser   [52] mesmo em virtude   do qual o ente se torna e permanece observável.

Os gregos não experimentaram, o que seja a physis, nos fenômenos naturais. Muito pelo contrário: por força de uma experiência fundamental do Ser, facultada pela poesia   e pelo pensamento, se lhes des-velou o que haviam de chamar   physis. Somente em razão desse des-velamento   puderam então ter olhos para a natureza em sentido   estrito. Physis significa, portanto, originariamente, o céu e a terra, a pedra e a planta, tanto o animal   como o homem   e a História   humana, enquanto obra   dos homens e dos deuses  , finalmente e em primeiro lugar   os próprios deuses, submetidos ao Destino   (GESCHICK). Physis significa o vigor reinante, que brota, e o perdurar, regido e impregnado por ele. Nesse vigor, que no desabrochar se conserva, se acham incluídos tanto o "vir-a-ser  " como o "ser", entendido esse último no sentido restrito de permanência estática. Physis é o surgir (Ent-stehen), o ex-trair-se a si mesmo do escondido e assim conservar-se.

Se, porém, não se entende physis, como às mais das vezes acontece, no sentido originário de vigor dominante, que brota e permanece, mas na significação posterior e hodierna, a saber  , como natureza, e se além disso se consideram, como a manifestação fundamental da natureza, os fenômenos do movimento   das coisas   materiais, átomos e electrões, ou seja o que a física moderna investiga como physis, então o princípio da filosofia grega se converterá numa filosofia da natureza  , numa representação de todas as coisas, segundo a qual elas são de natureza propriamente material. [...]

[...]

Ao ente como tal em sua totalidade, chamavam-no os gregos physis. De passagem  , porém, deve-se acrescentar, que já dentro da filosofia grega se introduziu logo cedo uma restrição da palavra, sem que, porém, sua significação originária desaparecesse da experiência, do saber e atitude da filosofia grega. Assim em Aristóteles   ainda ressoa o conhecimento   desse sentido originário, quando fala dos fundamentos do ente como tal (Cfr. Met. 111, 1, 1003 a 27). [54]

Todavia essa restrição da physis na direção do "físico" não se deu do modo   que hoje imaginamos. Ao físico opomos o "psíquico  ", o anímico, o animado, o vivente. Sem embargo tudo isso, mesmo para os gregos posteriores, ainda pertencia à physis. Como contra-partida aparece, o que os gregos chamavam thesis, posição, estatuto, ou nomos, lei, regra no sentido dos costumes. Mas os costumes não constituem o moral mas se referem ao que afeta os usos, ao que se funda nos laços da liberdade   e em normas da tradição; é o ethos  , aquilo que diz respeito   à livre conduta e atitude, que concerne à configuração do ser Histórico do homem e que então sob a influência da moral foi degradado ao domínio do ético.

Physis se restringe a partir de sua oposição a techne   - que não significa nem arte   nem técnica e sim um saber, a disposição competente de instituições e planejamentos bem como o domínio dos mesmos (Cf. Fedro de Platão). A techne é criação e construção, enquanto pro-dução (HERVOR-BRINGUNG  ) sapiente. (O mesmo   vigor vigente em physis e techne só se poderia esclarecer   numa reflexão especial). O conceito   oposto ao físico era sem embargo o Histórico, um setor do ente, que também era pensado pelos gregos no sentido da physis, concebida originàriamente de modo mais amplo. Isso nada   tem a ver com uma interpretação naturalista da História. O ente como tal em sua totalidade é physis - isso quer dizer   que sua Essencialização e seu caráter consistem em ser ó vigor dominante, que brota e permanece. Tal sentido se experimenta antes de tudo naquilo que de certo modo se impõe da maneira mais imediata e que veio a significar mais tarde a physis em sentido restrito: ta physei onta  , ta physika, o ente natural. Quando se [55] investiga a physis, i. é, quando se investiga o que seja o ente como tal, então ta physei onta, dão antes de mais nada o ponto   de apôio. Mas de tal sorte que a investigação não se deve deter nesse ou naquele domínio da natureza, sejam corpos sem vida  , plantas ou animais. Deve ultrapassar por sobre eles todos para além de ta physika.

Pilári

En la época del primer despliegue   decisivo de la filosofía occidental, entre los griegos, gracias a los que se produjo el verdadero comienzo   del preguntar por el ente como tal en su totalidad, al ente se lo llamó φϋσις. Esta palabra básica que designa el ente, se suele traducir por «naturaleza». Se utiliza la traducción latina natura, que de hecho   significa «nacer», «nacimiento». Con esta traducción latina ya se margina el significado originario de la palabra griega φϋσις y se anula su fuerza nominativa propiamente filosófica. [...]

[...] ¿Qué dice, pues la palabra φϋσις ? Expresa lo que se abre por sí solo (p. ej., el abrirse de una rosa), lo que se despliega y se inaugura abriéndose; lo que se manifiesta en su aparición mediante tal despliegue y que así se sostiene y permanece en sí mismo; en breves palabras, lo que impera en tanto inaugurado y permanente. En sentido lexical, φύσειν significa crecer, hacer crecer. ¿Pero qué quiere decir crecer? ¿Acaso significa sólo el in-cremento cuantitativo, el devenir   más y mayor?

La φϋσις. entendida como el salir o brotar, puede experimentarse en todas partes, por ejemplo en los procesos celestes (salida del sol), en las olas del mar, en el crecimiento de las plantas, en el nacimiento de los animales y hombres desde el vientre materno. Pero φϋσις, la fuerza imperante que brota, no significa lo mismo que esos procesos que todavía hoy consideramos como pertenecientes a la «naturaleza». Este salir y sostenerse fuera de sí en sí mismo no se debe considerar   como un proceso entre otros que observamos en el ente: la φϋσις es el ser mismo, en virtud de lo cual el ente llega a ser y sigue siendo observable.

Los griegos no han experimentado lo que es la φϋσις en los procesos naturales, sino a la inversa; a partir de una experiencia   radical del ser, poética e intelectual, accedieron a lo que ellos tenían que llamar φϋσις. Sólo sobre la base de tal acceso, pudieron observar la naturaleza en sentido riguroso. Por eso, la palabra φϋσις significaba originariamente el cielo y la tierra, la piedra y el vegetal, el animal y el hombre, la historia humana, entendida como obra de los hombres y de los dioses, y, finalmente, los dioses mismos, sometidos al destino. Φϋσις significa la fuerza imperante que permanece regulada por ella misma. En esta fuerza imperante que permanece al salir, están incluidos tanto el «devenir» como el «ser», entendido éste en el sentido restringido de lo que permanece inmóvil. Φύσις es el producirse (Entstehen), el salir de lo oculto   y el instaurar a éste primeramente como tal.

Pero si la φϋσις no se entiende, como acontece en la mayoría de los casos, en el sentido originario de una fuerza imperante que brota y permanece, sino en su significación posterior y actual, es decir, como naturaleza, y si se atribuyen además a la naturaleza los procesos del movimiento, como los fenómenos fundamentales [23] de las cosas materiales, de los átomos y electrones, o sea, aquello que la física moderna investiga como physis, entonces se convierte la filosofía originaria de los griegos en filosofía de la naturaleza, en una representación de todas las cosas, según la cual ellas son de índole propiamente material. [...]

[...]

Los griegos llamaron φϋσις al ente como tal en su totalidad. Sólo al margen cabe mencionar que ya dentro de la filosofía griega se introdujo pronto un uso   más restringido de la palabra, sin que desapareciera por ello de tal filosofía aquella significación originaria, tomada de la experiencia, del saber y de la actitud que la caracterizan. Aun en Aristóteles, cuando habla   de los fundamentos como tal (véase Met Γ I, 1003 a 27), se conserva el eco   del conocimiento de ese significado primigenio.

Pero esta concepción restringida de la φϋσις en la dirección de lo físico, no se produjo del modo que nosotros, los contemporáneos, nos imaginamos. A lo físico oponemos lo “psíquico”, lo anímico, lo animado, lo viviente. Sin embargo, todo ello, para los griegos y aun en tiempos posteriores pertenecía a la φϋσις. Como [24] manifestación opuesta introdujeron lo que llamaban ύεσις, posición, lo puesto, o el νομος, ley, regla, en el sentido de las costumbres. Pero esto no constituye lo moral, sino que se refiere a lo que afecta a los usos, a lo que se apoya sobre los lazos constituidos a partir de la libertad y sobre lo asentado a partir de la tradición. Es lo que designa el ἦθος, es decir lo concerniente a la libre conducta y actitud, a la configuración del ser histórico del hombre que luego fue degradado por influjo de la moral, al dominio de lo ético.

Φύσις queda restringida a partir de su oposición a τέχνη, que no significa ni   arte ni técnica sino «saber», disposición sapiente de la libre planificación y organización y el dominio sobre lo organizado (véase el Fedro de Platón). La τέχνη es creación y construcción, en tanto producción a partir de un saber. (Lo esencialmente común de φύσις y τέχνη sólo se podría aclarar en una consideración aparte.) El concepto opuesto a lo físico es, empero, lo histórico, un ámbito del ente también entendido por los griegos en el sentido de la φύσις, aunque el concepto de ésta, originariamente, fue más amplio. Pero eso no tiene en absoluto nada que ver con una interpretación naturalista de la historia. El ente como tal en su totalidad es φϋσις; es decir, su esencia   y carácter consisten en ser la fuerza imperante que brotay permanece. Esto se experimenta, ante todo, en lo que de alguna manera se impone de modo más inmediato, y que más tarde significó φύσις en sentido restringido: τά φύσει όντα, τα φυσικά, el ente natural. Cuando se pregunta  , en general, por la φύσις, es decir, por lo que es el ente como tal, τα φύσει οντα da ante todo el punto de referencia  ; pero de modo que el preguntar no debía detenerse, de antemano, en este o en aquel dominio de la naturaleza, sean cuerpos inertes, plantas o animales, sino que debía ir más allá de τa φυσικά.

Original

Im Zeitalter der ersten und maßgebenden Entfaltung der abendländischen Philosophie bei den Griechen, durch die das Fragen   nach dem Seienden als solchem im Ganzen seinen wahrhaften Anfang nahm, nannte man das Seiende φύσις. Dieses griechische Grundwort für das Seiende pflegt man mit »Natur« zu übersetzen. Man gebraucht die lateinische   Übersetzung natura, was eigentlich   »geboren werden«, »Geburt« bedeutet. Mit dieser lateinischen Übersetzung wird aber schon der ursprüngliche Gehalt des griechischen Wortes φύσις abgedrängt, die eigentliche philosophische Nennkraft des griechischen Wortes zerstört. [...]

[...] Was sagt nun das Wort φιισις? Es sagt das von sich aus Aufgehende (z. B. das Auf   gehen einer Rose), das sich eröffnende Entfalten, das in solcher Entfaltung in die ErscheinungTreten und in ihr sich Halten und Verbleiben, kurz, das aufge-hend-verweilende Walten. Lexikalisch bedeutet φΰειν wachsen, wachsen machen. Doch was heißt wachsen? Meint es nur das mengenmäßige Zu-nehmen, mehr und größer Werden?

Die φύσις als Aufgehen kann überall, z. B. an den Vorgängen des Himmels (Aufgang der Sonne), am Wogen des Meeres, am Wachstum der Pflanzen, am Hervorgehen von Tier und Mensch aus dem Schoß, erfahren werden. Aber φύσις, das aufgehende Walten, ist nicht gleichbedeutend mit diesen Vorgängen, die wir heute noch zur »Natur« rechnen  . Dieses Aufgehen [17] und In-sich-aus-sich-Hinausstehen darf nicht als ein Vorgang genommen werden, den wir unter anderen   am Seienden beobachten. Die φύσις ist das Sein selbst, kraft   dessen das Seiende erst beobachtbar wird und bleibt.

Die Griechen haben   nicht erst an den Naturvorgängen erfahren, was φύσις ist, sondern umgekehrt: aufgrund einer dich-tend-denkenden Grunderfahrung des Seins erschloß sich ihnen das, was sie φύσις nennen mußten. Erst aufgrund dieser Erschließung konnten sie dann   einen Blick haben für die Natur im engeren Sinne. Φύσις meint daher ursprünglich sowohl den Himmel als auch die Erde, sowohl den Stein als auch die Pflanze, sowohl das Tier als auch den Menschen und die Menschengeschichte als Menschen- und Götterwerk, schließlich und zuerst die Götter selbst unter dem Geschick. Φύσις meint das auf gehende Walten und das von ihm durchwaltete Währen. In diesem aufgehend verweilenden Walten liegen »Werden« sowohl wie »Sein«, im verengten Sinne des starren Verharrens, beschlossen. Φύσις ist das Entstehen, aus dem Verborgenen sich heraus- und dieses so erst in den Stand bringen.

Versteht man nun aber, wie das meist geschieht, φύσις nicht im ursprünglichen Sinne des aufgehenden und verweilenden Waltens, sondern in der späteren und heutigen Bedeutung als Natur, und setzt man außerdem noch als die Grunderscheinung der Natur die Bewegungsvorgänge der stofflichen Dinge, Atome und Elektronen an, das, was die neuzeitliche Physik   als Physis erforscht, dann wird die anfängliche Philosophie der Griechen zu einer Naturphilosophie, zu einer Vorstellung   aller Dinge, gemäß der sie eigentlich stofflicher Natur sind. [...]

[...]

Das Seiende als solches im Ganzen nennen die Griechen φύσις. Nur nebenbei sei erwähnt, daß schon innerhalb der griechischen Philosophie alsbald eine Verengung des Wortes einsetzte, ohne daß seine ursprüngliche Bedeutung aus der Erfahrung, dem Wissen und der Haltung der griechischen Philosophie entschwand. Noch bei Aristoteles klingt das Wissen um die ursprüngliche Bedeutung an, wo er von den Gründen des Seienden als solchen spricht (vgl. Met. Γ 1,1003 a 27).

Aber diese Verengung der φύσις in der Richtung des »Physischen« geschah nicht in der Weise  , wie wir Heutigen uns das vorstellen. Wir setzen dem Physischen das »Psychische«, das Seelische, Beseelte, Lebendige entgegen. All dieses aber gehört für die Griechen auch später noch zur φύσις. Als Gegenerscheinung tritt heraus, was die Griechen θέσις, Setzung, Satzung nennen oder νόμος, Gesetz, Regel im Sinne des Sittlichen. Das aber ist nicht das Moralische, sondern das Sittenhafte, was auf Bindung aus Freiheit und auf Zuweisung aus Überlieferung beruht; was freie Verhaltung   und Haltung, was Gestaltung des geschichtlichen Seins des Menschen betrifft, das ήθος, was dann unter dem Einfluß der Moral zum Ethischen herabgesetzt wurde.

[19] Φύσις verengt sich, aus dem Gegensatz zu τέχνη — was weder Kunst noch Technik besagt, sondern ein Wissen, das wissende Verfügen über das freie Planen und Einrichten und Beherrschen von Einrichtungen (vgl. Platons Phaidros). Die τέχνη ist Erzeugen, Erbauen, als wissendes Hervor-bringen. (Das wesentlich Selbe in φύσις und τέχνη ließe sich nur in einer besonderen Betrachtung   verdeutlichen.) Der Gegenbegriff zum Physischen jedoch ist das Geschichtliche, ein Bereich des Seienden, der von den Griechen gleichwohl im Sinne der ursprünglich weiter begriffenen φύσις verstanden wird. Das hat aber mit einer naturalistischen Deutung   der Geschichte nicht das Geringste zu tun. Das Seiende als solches im Ganzen ist φύσις -d. h. es hat zum Wesen und Charakter das aufgehend-verweilende Walten. Solches wird dann vor allem an dem erfahren, was in gewisser Weise am unmittelbarsten sich aufdrängt und was später φύσις im engeren Sinne bedeutet: τά φύσει δντα, τά φυσικά, das naturhaft Seiende. Wenn nach der φύσις überhaupt gefragt wird, d. h. was das Seiende als solches ist, dann gibt τά φύσει οντα vor allem den Anhalt, jedoch so, daß das Fragen im vorhinein nicht bei diesem oder jenem Bereich der Natur, leblosen Körpern, Pflanzen, Tieren sich auf halten darf, sondern über τά φυσικά hinaus muß.


Ver online : INTRODUCCIÓN A LA METAFÍSICA