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Inwood: Sein - estrutura gramatical e etimologia

terça-feira 11 de abril de 2017

        

Em seu uso  , estrutura   gramatical e raízes etimológicas, o alemão sein   corresponde aproximadamente, embora não exatamente, ao inglês be ("ser" em português). Como todo verbo alemão, sein possui dois tempos verbais simples ou sintéticos, o presente (ich   bin/"eu sou" etc.) e o pretérito, (ich war/"eu fui/era"). Os outros   tempos são formados analiticamente, pela combinação de um verbo auxiliar (que pode ser o próprio sein, haben  , "ter", ou werden  , "tornar-se") com um dos dois infinitivos, o presente, (sein) e o perfeito (gewesen sein, "ter sido"), ou com o seu particípio passado  , gewesen, "sido" (que também fornece a palavra   alemã para "essência" e a expressão de Heidegger para o passado vivo). "Eu serei", por exemplo, é "Ich werde sein". Sein possui um particípio presente, seiend, "ente  " (Heidegger explora a "gramática e etimologia da palavra ’sein’" em GA40  , cap. II).

Os usos de sein podem ser de modo   geral classificados como o predicativo ("Eu sou/era pequeno"), o existencial   ("Penso, logo sou"), e o auxiliar (er ist gereist). Há também um uso impessoal  , importante na explicação de Heidegger dos humores: mir ist schlecht, "Eu me sinto mal  " (lit., "É mal   para mim"), mir ist es unheimlich   "Isto é estranho para mim, me dá calafrios". Heidegger sempre refere-se ao ser no sentido   predicativo, " ser-o-quê", (Was-sein  , quididade), já que ele diz o que algo é, e ao ser no sentido existencial, "ser-que  " (Dass  -sein, quodidade), que diz que algo é; ocasionalmente, ele distingue o ser-o-quê de algo, suas características essenciais (a materialidade de um giz), de seu "ser-assim  " (Soseiri), suas características contingentes (sua brancura) (GA31  , 75).

O infinitivo presente, com ou sem o artigo definido neutro, das, aparece como um substantivo, (das) Sein, " (o) ser". "Ser" pode aparecer como o ser de algo em particular, e pode aparecer como a sua "existência" (Ser-que), ou como a sua "essência" (seu ser-o-quê ou natureza   fundamental). Ou "ser" pode aparecer como o ser abstratamente, de novo tanto no sentido de "ser-que" quanto no sentido de "ser-o-quê" . Heidegger usa (das) Sein tanto para o ser, por exemplo, de dasein  , quanto para o ser em geral  . Em nenhum dos casos, " ser" deve ser especificado como " ser-isto" ou " ser-o-quê"; ele é simplesmente ser. A distinção entre   existência e essência é algo a ser explorado e não simplesmente aceito. Um substantivo também é formado a partir do particípio seiend: (das) Seiende, "aquilo que é". Ele aparece somente no singular.

Da mesma maneira que a expressão "o belo" não admite o plural, ser é, no entanto, frequentemente traduzido por "entes" ou "entidades". Heidegger chama a crucial distinção entre   ser (das Sein) e entes (das Seiende) de " diferença ontológica". (excertos de Michael Inwood  , Dicionário Heidegger)


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